Fernando Luiz Mattos da Matta, o conhecido e aclamado DJ Marlboro, concede entrevista à revista VIP desse mês onde fala da carreira, dos sonhos e de como conquistou a fama. Nascido em uma família pobre, no bairro do Méier, Rio de Janeiro, O DJ morava tão longe dos bailes funks, que os amigos diziam que ele vinha “da terra de Marlboro”, e assim pegou o apelido de uma das figuras mais destacáveis do funk carioca.
Hoje, aos 44 anos, o DJ Marlboro mora em um condomínio de luxo na Barra, anda de Pajero 4x4 blindada e é dono de um sítio com pista de kart. Sobre sua música, o DJ diz que não toca o proibidão, tipo de funk que faz apologia ao tráfico, e também tem outras restrições: "Sensualidade e duplo sentido eu acho legal. Só vai entender quem tem maldade. Não toco música que fale palavrão, que seja escrachadamente pornográfica. Porque o funk atinge muitas crianças. O ritmo quebrou muitas barreiras e uma delas foi a barreira da faixa etária. Se o funk não tivesse essa sensualidade, não seria brasileiro. A música brasileira autêntica é sensual", diz ele.
Sobre sua vida amorosa, o DJ diz que está solteiro, não tem namorada, mas tem muitas amantes: "Homem é burro, arruma amante depois de casar. Eu prefiro ter amante sem casar. É muito mais tranqüilo, não perturba, não enche o saco e você não trai ninguém e não magoa ninguém", sintetiza. Apesar de não ter compromissos, o sonho desse ícone do funk é ter muitos filhos: "Quero ter uns dez filhos! O problema é que não quero ter mulher. Não gosto de mulher pegando no pé, perturbando, ciúme, crise. E, com a quantidade de tempo que eu gasto no trabalho, se eu arrumar uma mulher, vou ser corno com certeza. Eu não paro. Mulher nenhuma agüenta isso. Estou quase contratando uma barriga de aluguel para poder ter um filho", diverte-se.