Quase dez anos após o início das filmagens, o documentário 500 Almas, do diretor Joel Pizzini, estreou na última sexta-feira, em São Paulo e no Rio de Janeiro. O longa-metragem, elogiado pela crítica especializada, narra a saga de um povo indígena em busca de suas raízes.
Na década de 1960, a etnia guató era dada como oficialmente extinta pela Funai. No entanto, alguns anos depois, missionários descobriram que a nação indígena não havia desaparecido e que alguns de seus membros ainda viviam espalhados pelo Pantanal matogrossense.
A curiosa trajetória do povo guató foi o que motivou Pizzini a produzir o documentário, filmado não apenas no Pantanal, mas também em Berlim e no Rio de Janeiro. As cenas rodadas na capital fluminense contam ainda com a participação dos atores Paulo José e Matheus Nachtergaele.
O documentário narra a história da nação guató sem estabelecer qualquer relação de autoridade entre os índios e os especialistas que participam do longa. Para isso, Pizzini optou por suprimir as legendas e os créditos nas falas dos indígenas e dos especialistas estrangeiros.
De acordo com o documentário, atualmente, o número de guatós que ainda falam a língua nativa não chega a trinta. 500 Almas está em exibição em São Paulo, no Espaço Unibanco, que fica na Rua Augusta, e no Rio de Janeiro, no Espaço de Cinema, na Rua Voluntários da Pátria.
Confira as primeiras cenas do novo longa-metragem do diretor Joel Pizzini