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Review do Battlefield 2
Análise feita pela equipe UOL Jogos
Em 2002, "Battlefield 1942" chegava aos PCs e, desde então,
os combates multijogador em 1ª pessoa nunca mais foram os mesmos
- na época, a idéia de colocar soldados, aviões,
helicópteros e tanques em um mesmo campo de batalha era quase
absurda. O sucesso foi tanto que, dois anos depois, "Battlefield
Vietnam" deu as caras no mercado. Porém, havia um problema
a ser resolvido: a falta de organização que, muitas
vezes, transformava o multijogador em um confuso e frustrante pandemônio.
Em "Battlefield 2", logo de cara, percebe-se que tudo foi modernizado,
desde os gráficos até a própria concepção do
jogo: agora, a guerra é atual e protagonizada por Estados Unidos, China
e a fictícia Coalizão do Oriente Médio. São nada mais
nada menos que sete diferentes classes de soldados e mais de 30 veículos.
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Gênero: Ação
| Desenvolvedor: Digital Illusions| Nota: 9.5 |
Hierarquia é a solução
"Battlefield 2" apela para uma solução
tipicamente militar para colocar ordem nas partidas multijogador:
hierarquia. Agora, há duas patentes no campo de batalha:
a primeira (e mais interessante) é a de comandante, que tem
a sua disposição uma tela exclusiva, através
da qual observa o mapa, convoca ataques aéreos, revela temporariamente
a posição dos inimigos no mapa etc; em seguida, estão
os líderes de esquadrão que, por sua vez, coordenam
seus respectivos soldados e são os únicos que podem
falar diretamente com o comandante.
Graças à implementação destas duas
patentes, a guerra on-line ganha novas possibilidades táticas
(sem contar a razoável melhora na organização,
afinal, um jogo para 64 participantes simultâneos precisa
de um mínimo de ordem para fluir bacana).
Para completar, em "Battlefield 2" os personagens dos
jogadores são persistentes, ou seja, estatísticas
como número de mortes, precisão dos disparos etc.,
são armazenadas em uma ficha on-line. Assim, é possível
saber de antemão o como se comportam os outros jogadores
- além disso, novas armas, medalhas e recursos são
destravados de acordo com o progresso do jogador.
A física também foi remodelada em "Battlefield" 2 e,
agora, dependendo do calibre da arma em questão, uma parede de madeira
pode não ser suficiente para protegê-lo das investidas inimigas.
Procure ficar esperto também quando atirar em tanques de guerra muito próximo
a eles, pois o tiro pode ricochetear e acabar na sua testa.
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Nunca uma guerra foi tão bela
A impressão que se tem ao observar "Battlefield 2"
é a de que "Half-Life 2" finalmente está
se tornando coisa do passado. O capricho nos efeitos visuais é
fantástico, ainda mais se tratando de um game com ênfase
no aspecto on-line. O preço a se pagar, contudo, é
um jogo bem pesado.
Em compensação, quem tem uma placa de vídeo
moderna poderá usufruir uma guerra com uma centena de jogadores
on-line movida a gráficos que não perdem desempenho.
Em outras palavras, "Battlefield 2" pode ser descrito
como o pontapé inicial da próxima geração
de jogos de tiro em 1ª pessoa.
Apenas não espere uma experiência gratificante no
modo para uma pessoa, pois o game definitivamente não foi
feito para ser jogado sozinho. Utilize os 16 mapas e os bots controlados
por IA para treinar e se preparar para o verdadeiro desafio, que
é on-line.
Naturalmente, jogar sozinho é a oportunidade perfeita para
conhecer os cenários de guerra e, principalmente, aprender
as vantagens e desvantagens de cada veículo - como não
poderia deixar de ser, pilotar um helicóptero é totalmente
diferente de se arriscar na direção de um blindado.
Já um comandante, por exemplo, não deve se arriscar
à toa no front de batalha, optando por ficar o máximo
oculto possível, apenas coordenando e tirando vantagem de
seus recursos exclusivos.
A união faz a guerra
Como é possível perceber, em "Battlefield 2"
trabalho em equipe é, no mínimo, fundamental. Isso
o torna um jogo desafiador e, ao mesmo tempo gratificante. O problema
é que, para nós brasileiros, é difícil
reunir tantas pessoas para ir até uma lan house jogar - embora
em "Battlefield 2" as dimensões do mapa se adaptem
de acordo com o número de participantes - mas on-line a situação
muda de figura.
Em meio a uma época na qual criatividade e originalidade
estão sob questionamento no universo do entretenimento eletrônico,
"Battlefield 2" consegue algo, no mínimo, raro:
enquanto continuação de uma série consagrada,
consegue implementar inovações razoáveis que,
ao mesmo tempo, agradam fãs antigos e corrigem falhas de
seus antecessores, sendo capaz de conquistar novos adeptos.
"Battlefield 2" é um jogo exclusivo para PC.
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